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Tudo sobre as cordas da Viola Caipira

Aprender a tocar um novo instrumento musical requer o conhecimento básico dos elementos que o compõem. No caso da viola caipira, isto se torna ainda mais imprescindível, visto que conhecer a viola como um todo irá favorecer o aprendizado além de orientar sobre os cuidados com a manutenção do instrumento. Nesta matéria vamos conhecer um pouco sobre as cordas da viola caipira, variações de  seus materiais, especificações e nomenclaturas que serão determinantes ao estilo de sua música.

As Cordas da Viola Caipira

A viola caipira possui o total de dez cordas, dispostas em cinco pares conjuntos que são contados de baixo para cima. Estas cordas são classificadas de acordo com sua tensão, que neste caso, se traduz pela espessura da primeira. Esta espessura é descrita por valores como por exemplo “0.10”, o que significa que a corda mais fina da viola possui este diâmetro, indicando também sua resistência à tensão. As espessuras das cordas da viola podem variar, alterando assim sua sonoridade.

 

Tensão Leve. 0,010mm

Esta espessura é a mais comum entre as violas por ser um encordoamento leve, ideal para iniciantes. É indicada para afinações como Cebolão em Mi, Rio Acima e Boiadeira.

Tensão Média. 0,011mm

Esta tensão de corda possui uma sonoridade mais marcante pelo calibre um pouco mais pesado que a 0.10. É ideal para as afinações Cebolão em Ré, Natural, Cana-Verde e Paraguaçu.

Tensão Alta. 0,011mm

Este é o encordoamento mais pesado, marcado por sua sonoridade de graves encorpados. É indicada para as afinações Rio Abaixo, Chitarina, Realejo e Guitarra. O que diferencia estes dois calibres é a espessura  (diâmetro) das demais cordas.

É valido lembrar que as afinações indicadas são apenas sugestões e não limitam os tipos de corda a outras afinações. Tudo dependerá do violeiro e do objetivo em aprender a tocar a viola caipira.

Materiais das Cordas da Viola

As cordas da viola geralmente são fabricadas de aço, bronze, cobre, latão ou níquel, variando a sonoridade de acordo com o material de fabricação. Cordas de aço, bronze, cobre ou latão possuem uma sonoridade mais metálica e estridente, valorizando os agudos, e as de níquel possuem sonoridade mais aveludada, com maior suavidade nas melodias.

Algumas marcas, visando evitar o desgaste e oxidação precoce do encordoamento da viola, têm fabricado cordas com revestimentos que possibilitam uma vida útil prolongada da corda. Cordas compostas de um único fio de metal sem revestimento podem causar a perda da afinação facilmente quando feitas em grandes espessuras, um problema que o revestimento da corda previne. O revestimento também é ideal para mãos que transpiram muito, pois as cordas revestidas preservam os timbres do suor das mãos, principal responsável pela oxidação e desgaste das cordas. É por isso que cordas com revestimento alinham durabilidade com resistência e sonoridade.

As cordas revestidas se dividem em duas partes. O núcleo, também conhecido como a alma da corda, é fabricado com aço, bronze, latão ou cobre. A segunda parte é o revestimento, que pode ser fabricado com diversos materiais, determinantes para a música e o estilo de cada violeiro. Vamos conhecer alguns tipos de revestimentos.

Bronze

Conhecidas como cordas 80/20, estas cordas possuem o núcleo de aço revestido com bronze, que pode receber também algumas camadas de zinco. Recebem este nome pois o bronze é composto de outros metais como o cobre (80%) e o zinco (20%). Cordas de bronze possuem sonoridade brilhante, marcada por timbres agudos. Este tipo de revestimento é indicado para mãos que transpiram pouco, possibilitando maior durabilidade.

Cobre Prateado

Estas cordas possuem núcleo de aço, que é revestido com liga de cobre prateado garantindo maior durabilidade e resistência à transpiração das mãos. Este tipo de corda possibilitam um toque mais macio comparado às cordas de bronze, porém sua sonoridade é mais grave e carece de timbres brilhantes.

Níquel Puro

Esta é o tipo de corda preferido dos violeiros. Seu núcleo, fabricado de aço, é revestido com camadas de níquel puro, possibilitando ótima durabilidade. Este revestimento de corda as torna mais resistentes às tensões de afinação, além de possuírem um som marcado por timbres brilhantes e cristalinos, característicos da viola caipira.

Existem diversos tipos de revestimentos de cordas, diferenciados pelos materiais de fabricação ou por elementos adicionados ao revestimento, como é o caso das cordas de bronze e fósforo. Fique sempre atento aos materiais de fabricação da corda, e tenha em mente que estes materiais serão determinantes para a escolha do encordoamento adequado ao seu estilo de tocar viola.

Nomenclaturas das Cordas da Viola

As cordas da viola são divididas em cinco pares, contadas de baixo para cima. A nomenclatura das cordas se alteram conforme a afinação, que adquiriu diversas variações comandadas pela regionalidade e contexto sociocultural da viola ao longo de sua história. Algumas destas afinações você encontra em nossa matéria dedicada a este assunto, clicando aqui. Para exemplificar, utilizaremos aqui a nomenclatura de cordas da afinação mais popular da viola caipira, a afinação “Cebolão em Mi”. É valido lembrar que as cordas da viola são oitavadas, ou seja, as notas são as mesmas porém uma delas sendo mais aguda ou mais grave.

– A 1ª corda afinada em Mi (E) é chamada “Prima”, justamente por ser a primeira corda do conjunto, a corda mais fina da viola. A 2ª corda também afinada em Mi, é chamada de “Contra-Prima”.
– A 3ª e 4ª cordas são chamadas de “Requinta”, ambas afinadas em Si (B). Este nome faz referência ao instrumento de sopro requinta, um clarinete menor de som mais agudo e estridente, além de nomear um tipo menor de viola, chamado de viola requinta.
– A 5ª e 6ª cordas são chamadas de “Turina”, afinadas em Sol Sustenido Grave (G#). O nome Turina faz alusão ao instrumento indiano turi, um clarim tocado em funerais de cremação na Índia e que produz diversos timbres melódicos. Este par de cordas é conhecido por sua sonoridade chorosa, propícia para melodias sensíveis.
– A 7ª e 8ª cordas são afinadas em Mi Grave e Mi Agudo (E) respectivamente, e são chamadas de “Toeira”. Esta nomenclatura é referente ao som grave produzido por este par de cordas, e se origina do verbo toar = produzir um som forte.
– A 9ª corda é afinada em Si Grave (B), e a 10ª corda em Si Agudo, sendo conhecidas como “Canotilho”. A palavra canotilho se origina da palavra italiana “canatiglia”, do latim “canetille”. Uma tradução próxima seria “o fio de metal mais leve”.

LEIA TAMBÉM – O QUE É HARMONIA, MELODIA E RITMO?

Esta foi a matéria sobre o encordoamento da viola, um instrumento versátil e de musicalidade diversificada. Apesar de ser parte essencial da música sertaneja, a vasta riqueza melódica das dez cordas permite elevar este instrumento a qualquer estilo musical. Fique por dentro de nossas atualizações, deixe comentários, curta nossas redes sociais e fique imerso em conteúdos sobre a viola caipira e muito mais.

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