Zack de la Rocha - One Day as a Lion

Mais de oito anos se passaram desde que o Rage Against the Machine lançou ao mundo seu último petardo. Sem muitas delongas, a banda californiana encerrou as atividades com “The battle of Los Angeles” (1999), gravando em seguida apenas um álbum de covers, “Renegades”, de 2000 - e conseqüentemente deixando o mundo do rock ainda mais carente de rebeldia.

Se os três quartos da banda que se se juntaram ao vocalista Chris Cornell para formar o Audislave não conseguiram saciar o apetite dos fãs pela sonoridade pesada e ao mesmo tempo instigante feita com propriedade pelo RATM ao longo de toda a sua carreira, Zack de la Rocha nos envia um sinal de que suas longas férias não foram em vão.

Apesar de ter voltado a se reunir no ano passado para algumas apresentações - a exemplo do festival Lollapalooza, em Chicago (EUA), no último sábado (2), quando o show teve de parar diversas vezes para que o público esfriasse um pouco os ânimos pra lá de exaltados – não há pistas de material inédito até agora.

E eis que De la Rocha une forças a Jon Theodore, ex-baterista do igualmente insano The Mars Volta, e ressurge com One Day as a Lion, cujo EP homônimo foi lançado no último dia 22 pela Anti Records.

O nome, segundo os integrantes, vem do título de uma fotografia em branco-e-preto de George Rodriguez feita em 1970 no violento distrito de Boyle Heights, em Los Angeles, com os dizeres: “É melhor viver um dia como um leão do que mil anos como um cordeiro”.

A primeira música, “Wild international”, já transporta o ouvinte ao ambiente agressivo do Rage Against the Machine. E é esse clima urgente e cheio de energia punk que permeia as quatro canções seguintes: “Ocean view”, “Last letter”, “If you fear dying” e “One day as a lion”.

Zack de la Rocha dispara como uma metralhadora letras repletas de críticas políticas e religiosas, enquanto toca um teclado que lembra as guitarras do colega Tom Morello em seu antigo grupo.

Além dos vocais meio falados/gritados, é Theodore o responsável pela porção rap do novo projeto – elemento tão caro à personalidade do RATM -, embora não deixe a pegada rock escorregar.

Se você já é um fã de Rage Against, provavelmente vai se sentir em casa ao ouvir One Day as a Lion. Mas, se está procurando inovações, pode ficar decepcionado.

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